TRECHO:
VINDO DO PÓ e destinado ao pó retornar o ser humano, como os
demais animais, é um processador de carboidratos e proteínas que se
movimenta na dança dramática da existência, nutrindo crenças que o
sustentam na caminhada, matando, ingerindo e digerindo outros seres como
ato que considera legítimo, congregando-se em grupos, formando etnias,
sendo líder ou associando-se a um, mesmo que por obediência tácita, na
subserviência mecânica. No quadro acima, intitulado “A Invocação”,
procurei retratar, em sua condição mais angustiante, esse ser que se alimenta
e defeca e aspira à espiritualização total e absoluta, para poder escapar do
sofrimento na carne e do terror da morte que o espera. Mostrando na mão
direita o alimento-objeto e na esquerda a pequena Luz conseguida (Luz
Menor), o Invocador clama pela Evolução. É nesta hora que a Vida lhe
apresenta a Iniciação, independentemente de ele pertencer a qualquer
religião ou ordem esotérica não religiosa.

Neste Discurso, que é uma continuação do “Evolução”, o qual pode ser lido
em http://svmmvmbonvm.org/Evoluc.pdf apresentarei um apanhado geral da
evolução do homem como animal místico, como parte dos trabalhos de
esclarecimento que a nossa Venerável Organização vem realizando na
Internet para a preparação à Nova Era Mental. Mais uma vez deve ser
deixado bem claro que a Nova Era Mental nada tem a ver com o movimento
que ficou conhecido como Nova Era, ou New Age e que vem servindo de
pretexto a fundamentalistas religiosos para o ataque sistemático aos
autênticos Illuminati e para a deturpação do sentido do enunciado Novus
Ordo Seclorum, que pretendem associar à New World Order, a qual é
fundamentalmente baseada na globalização da economia. E uma vez mais
apresentarei a “Admoestação”:

“O animal Homem cria outros animais em confinamento, às vezes
extremamente cruel, para depois a limentar-se da carne deles, carne
horrorizada nas vascas da morte pela tortura do abate sangrento e das
perversidades que quase sempre o precedem. Tu, Homem, acendestes as
piras funerárias de Hiroshima e do WTC com a carne dos animais imolados
à tua gula correndo pelas tuas veias, sendo o teu sangue, que te move na
guerra. Esta, Homem, é a pira em que incineras a imagem de qualquer Deus
que tenhas criado com a tua mente finita e manipulado com a tua infinita
maldade. Tu, Homem, és o inventor do Demônio, a quem chamas de Deus.
Este é o meu lembrete para ti, fariseu e vampiro genocida, que caminhas
vergado ao peso inaudito da tua hipocrisia, com a tua máscara bem
afivelada e sempre na moda. Que este lembrete te seja constante e te siga
como uma sombra, até que decidas trocá-la pela Luz da caridade e da
compaixão. Faz isso enquanto ainda estás vivo, porque depois será tarde
demais.”

Tenho feito essa enunciação trágica em várias oportunidades, na esperança
de que ao se depararem com ela as criaturas humanas pensem mais
profundamente na sua condição, como seres inseridos em uma sociedade
cada vez mais supercompartimentada, consumista e indiferente, e repensem,
então, sua maneira de existir. Apresentarei a seguir um poema que fiz para a
gatinha Cristal, que era meiga e buliçosa e amava viver. Cristal não fazia
mal a ninguém, apenas brincava. Foi envenenada friamente por uma
moradora da Avenida Taubaté, em São Francisco, Niterói, Estado do Rio de
Janeiro, com o chumbinho que é vendido livremente no Centro da cidade,
apesar de ser proibido.

Poema Para Uma
Gatinha Assassinada

Cristal tinha apenas oito meses
E seu crime era ser uma gatinha buliçosa.
Entrou na casa da vizinha
E foi brutalmente assassinada.

Cristal eu choro por ti
E pela Humanidade inteira
Que te assassina diariamente
Em nome da infinita maldade.

Ai de ti raça presunçosa e desgraçada
Que saistes da posição de quatro
Para a pose de pitecantropus erectus
Mas esquecestes toda a inocência.

(É nisto que consiste a tua queda
Essa alegoria tão alegada
Para te tirar da morte sempre em perspectiva
Levando-te para uma vida imaginada)

Em nome da tua amargura fazes a guerra
E matas todos os dias os teus irmãos,
Tu, primata nascido para a morte,
Podre por dentro, hipócrita por fora.

Para buscar a salvação inventastes Deus
Essa caricatura de tu mesmo,
Em nome da qual trucidas todos os dias
Todas as formas de vida.

Contudo, podes esperar a salvação,
Se de ti mesmo conseguires te libertar
Para ascender aos páramos celestiais
Da sonhada Quarta Dimensão.

Lá não te espera Deus
Mas a tua própria invenção particular.
Pode ser um Mestre Cósmico,
Pode ser a tua danação.

Assim, confia com fé na intuição
Porque ela há de te mostrar
Quem tu és (na tua solidão)
E assim logo saberás.

Uma vez conhecendo quem és
Poderás saber quem serás
E quem fostes no ontem perecido
Que hoje se faz para o amanhã.

Saibas, porém, o que te espera
Na convivência sideral:
A Justiça das Leis Cósmicas
Transparente como um Cristal.

Serás hoje o que tu fostes ontem
E amanhã poderás ser algo melhor.
Tudo depende de ti – portanto entende
Que só compreende quem aprende.

Cristal eu te ofereço estas três rosas brancas
Símbolo da compreensão eterna
E te declaro gratidão
Por teres existido nesta Terra.




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