TRECHO:
É inegável que a habilidade dos ciganos, mais precisamente das ciganas,
com a leitura das cartas sempre surpreendeu e causou admiração. É
impressionante como os “gadjos”, hoje em dia, conseguiram assimilar muito
desse conhecimento e demonstrar uma habilidade incomum para entrar em
sintonia com esse que é considerado um dos oráculos mais antigos de todo o
mundo.
Os painéis encontrados em muitas pirâmides e túmulos de reis, rainhas,
príncipes e princesas do Antigo Egito demonstram que o baralho já era
conhecido daquele povo e que, através dele, os ciganos tomaram
conhecimento e desenvolveram essa arte a um nível jamais igualado por
qualquer outra raça.
Parecia que o baralho, criado e desenvolvido pelos egípcios, esteve todo o
tempo à espera de um povo cuja alma se irmanasse quase que de imediato com
esses símbolos tão antigos que jamais foram datados com exatidão.
Sabe-se e respeita-se que o baralho, tanto o tarô quanto o baralho comum,
que dele descende, é carregado de uma simbologia mágica que mesmo os
processos industriais de produção, hoje em dia, não conseguem quebrar.
Essa simbologia encontra na alma cigana mil e uma formas de leitura,
como veremos a seguir.




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